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Fibra participa do encontro regional do Centro-Oeste da Jornada Nacional de Inovação da Indústria

Jornada Nacional de Inovação da Indústria Foto Gilberto Sousa CNI 30.10.2025O Centro de Convenções Goiânia, em Goiás, recebeu na quinta-feira, 30 de outubro, o segundo encontro regional da Jornada Nacional de Inovação da Indústria — o primeiro, em setembro, foi o da Região Sul. A iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) percorre o País reunindo representantes do governo, da academia e do setor produtivo para mapear as melhores práticas e soluções focadas em transformações ecológicas e digitais.

Dessa vez, o movimento foi voltado à Região Centro-Oeste, com os resultados das edições do Distrito Federal, de Goiás, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. As respectivas federações das indústrias elencaram os desafios e as oportunidades de inovação.

Os desafios levantados no Centro-Oeste dividem-se em cinco grandes temas:

  • superar a escassez de capital humano qualificado (34,6%);
  • vencer a resistência cultural e a baixa maturidade digital (24,5%);
  • mitigar burocracia e regulação excessivas (20,3%);
  • valorizar a biodiversidade e a ciência nacional (16,6%);
  • reduzir custo de infraestrutura e adoção tecnológica (16,6%).

As oportunidades são:

  • impulsionar a transição digital para ganhos de competitividade (34,6%);
  • acessar fomento e viabilizar a inovação (23,1%);
  • gerar ganhos em eficiência e continuidade de negócios (16,9%);
  • fortalecer ecossistemas e fomentar a inovação aberta (14,3%);
  • explorar a biodiversidade estrategicamente e promover a economia circular (11,1%).

O diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes, fez uma apresentação do panorama da indústria e do ecossistema de inovação do Centro-Oeste. Ele destacou que a jornada é uma atividade de escuta, para identificar as principais demandas do setor. “É preciso saber se as necessidades são de infraestrutura, pessoas, modelos de negócios, regulações, legislações, tecnologia ou ciência para pesquisa. A missão é desenvolver estratégias com base nas informações coletadas e, no fim, no Congresso Nacional de Inovação [que ocorrerá em São Paulo, em março de 2026], entregá-las aos governantes do País.”

O encontro integrou a Expoind, feira de tecnologia industrial realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). A programação regional da jornada teve dois painéis de discussão, além do Prêmio de Inovação da Fieg.

No primeiro painel, Como Empresas Estão Conseguindo Superar Desafios Comuns e Gerar Inovação na Região Centro-Oeste?, os participantes debateram questões como retenção de talentos, transformação digital e mecanismos para redução de burocracias.

Como o Ecossistema de Fomento Pode Destravar Desafios e Alavancar a Inovação no Centro-Oeste? foi o tema do segundo painel. Especialistas da área de economia abordaram assuntos como políticas públicas de fomento à inovação e geração de produtos com valor agregado da biodiversidade.

Distrito Federal
A edição da Jornada Nacional de Inovação da Indústria na capital federal ocorreu em 14 de outubro, no Parque Tecnológico de Brasília – Biotic, e foi correalizada pelo Sistema Fibra, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF) e parceria da Biotic S.A. e do Ecossistema Local de Inovação (ELI). Foram 456 participantes.

O público pôde assistir a dois painéis — Desafios da Transição Digital e Desafios da Transição Ecológica — e participar de discussões em cinco salas temáticas — Indústria Sustentável: Descarbonização, Transição Energética e Economia Circular; Transformação Digital: Inteligência Artificial, Big Data, Dados e IoT; Ecossistema de Inovação: Empreendedorismo e Startups de Impacto; Futuro do Trabalho: Qualificação Profissional; e Fomento à Inovação: Marcos Legais, Incentivos Fiscais e Articulação Público-Privada. Paralelamente, ocorreram dois workshops: Acesso ao Fomento à Inovação e Gestão da Inovação.

Os diálogos evidenciaram que o principal desafio à inovação no DF não está na escassez de recursos, mas na aversão cultural ao risco, na rigidez regulatória e no déficit educacional, que limitam a produtividade. Destacaram-se ainda a articulação insuficiente entre os atores da quádrupla hélice da inovação (empresas, setor público, academia e sociedade civil) e o baixo aproveitamento dos mecanismos de fomento. Como caminhos, propôs-se uma estratégia de Estado de longo prazo, pautada em programas de qualificação profissional, reforma regulatória e governança colaborativa, com o governo atuando como indutor da inovação e da aceitação ao risco.

Texto: Dayane dos Santos
Fotos: Gilberto Sousa/CNI
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra
 

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Jornada Nacional de Inovação – Regional Centro-Oeste

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