Sesi e Senai-DF participam de evento sobre inteligência artificial

2 6 2026 Abertura do evento AI Experience Foto Bruno Frauizno 27 de 40Em 2 e 3 de junho, o Instituto Serzedello Corrêa, no Setor de Clubes Sul, recebeu a terceira edição do AI Experience. O evento, organizado pela Giant Inovação, é voltado à discussão de impactos, desafios e aplicações da inteligência artificial no Brasil.

O Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF) foi correalizador do evento, ao lado do Conselho de IA e Tecnologias Disruptivas da Associação Comercial do DF. O Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai-DF) estavam entre os patrocinadores.
 
O encontro reuniu representantes do setor público e da iniciativa privada e especialistas em tecnologia. A programação foi dividida em quatro momentos: Ponto de Ruptura; Organizações que já Operam IA; Infraestrutura da Nova Era; e Governo, IA e Cibersegurança — Os Novos Limites. Para cada tema, houve palestras, minitalks e painéis com especialistas de diversos setores.
 
O primeiro painel foi O Futuro da Gestão Pública na Era da Inteligência Artificial, com a participação do diretor regional do Senai-DF e superintendente do Sesi-DF, Marco Secco, do presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino, do diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF), Leonardo Reisman, e do presidente do Instituto Hardware BR, José Gontijo. A mediação foi feita pela gerente de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Luana Torres.
 
Eles debateram sobre a governança com tecnologias, a comunicação entre o ecossistema de inovação, os desafios das novas ferramentas e regulação da nova era digital. Marco Secco também tratou da profissionalização e de como as instituições de educação têm trabalhado com os estudantes. “A qualificação é fator decisivo para preparar os profissionais que trabalharão com a inteligência artificial. A educação tecnológica faz parte do currículo do Sesi desde o Ensino Fundamental, então os alunos têm familiaridade com ferramentas diversas. No Senai, há trilhas de cursos para quem quer entrar no mercado e de atualização para aqueles que já atuam no setor.”2 6 2026 Abertura do evento AI Experience Foto Bruno Frauizno 39 de 40
 
O público do AI Experience pôde visitar diversos estandes. O Sesi e o Senai-DF compartilharam um espaço. O Sesi-DF apresentou ações de segurança e saúde no trabalho. O Senai-DF, o portfólio de cursos e o laboratório e as consultorias do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil do DF (ISTCC-DF), além de demonstrar a Mão de Imitação Gestual com o Uso de Inteligência Artificial (MIG), capaz de reproduzir em tempo real os gestos de uma pessoa, utilizando visão computacional e inteligência artificial.
 
Texto: Dayane dos Santos
Fotos: Bruno Frauzino/Sistema Fibra
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

Brasil Mais aumentará a eficiência das empresas

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou, nesta terça-feira (18/3), decreto de criação do programa Brasil Mais. Coordenado pelo Ministério da Economia, o Brasil Mais será gerido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A execução caberá ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O Brasil Mais tem o objetivo de aumentar a eficiência das empresas e ampliar a produtividade e a competitividade do setor produtivo brasileiro em uma jornada de transformação digital. A meta é atender 200 mil micros, pequenos e médios empreendimentos da indústria, do comércio e de serviços de todo o território nacional, até 2022. O programa reúne metodologias e ferramentas de baixo custo voltadas para melhorar a capacidade de gestão e de produção, reduzir desperdícios e aprimorar processos, em um cenário de transformação digital.

“O Brasil Mais tem como principal objetivo apoiar empresas da indústria, comércio e serviços, de todo o território nacional, para que elas consigam obter ganhos na produtividade e se tornem mais competitivas”, afirma o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, afirmou que “o programa Brasil Mais foi desenhado, em parceria e usando a experiência e estrutura do Senai, Sebrae e ABDI, para promover uma grande transformação no tecido produtivo brasileiro, a partir do desenvolvimento das capacidades gerenciais mais críticas para ganhos de produtividade”.

Para participar do programa, as empresas devem se cadastrar por meio do portal gov.br/brasilmais, responder a um questionário para avaliar o grau de maturidade, de produtividade e de gestão. Depois dessa etapa, a companhia será encaminhada para o atendimento assistido de um dos parceiros do Brasil Mais: Sebrae ou Senai.

“Ao promover a melhoria de processos produtivos e de gestão, o Brasil Mais vai contribuir para iniciar a jornada de transformação digital do setor produtivo, favorecendo o aumento de produtividade das empresas e a competitividade do país”, disse o presidente da ABDI, Igor Calvet. A ABDI terá a missão de administrar a plataforma do programa e realizar a gestão de dados, “o que contribuirá para o monitoramento dos resultados do programa e a formulação de ações futuras voltadas para micro, pequenas e médias empresas”, segundo Calvet.

assinaturadoacordo jrI4VVY

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, “o aumento da produtividade brasileira passa necessariamente pela micro e pequena empresa, que representa 99% dos negócios do país. Acreditamos que o Brasil Mais será a porta de entrada para disseminar melhorias gerenciais e inovações tecnológicas de modo a aumentar a participação dos pequenos negócios no PIB, de 27% para 40% na próxima década”.

Senai e Sebrae executarão o programa

Parceiros estratégicos da iniciativa, Senai e Sebrae serão responsáveis pelos atendimentos às empresas e pela aplicação das metodologias, divididas em dois eixos: Melhores Práticas Produtivas (Senai) e Melhores Práticas Gerenciais (Sebrae). O Senai contribuirá para a melhoria de processos produtivos dos clientes de indústrias. A instituição atenderá estabelecimentos que variam de 11 a 499 funcionários. Fará a capacitação profissional, promovendo o aprendizado coletivo em grupos de seis a oito empresas, e conduzirá consultorias especializadas em práticas e tecnologias que potencializem os resultados da produção, com base nas metodologias de manufatura enxuta. Serão 1,3 mil consultores atuando em todo território nacional, além de professores e tutores dos cursos de capacitação, online e presenciais, e equipes de suporte.

O Sebrae atenderá micros e pequenas empresas, prioritariamente, de comércio e serviços. O órgão vai oferecer orientação técnica e consultorias individuais, para que os clientes aperfeiçoem habilidades e práticas gerenciais. Após um diagnóstico aprofundado da gestão da firma, será desenhado um plano de ação customizado contemplando um pacote de consultorias especializadas em gestão e inovação para cada empresa assistida pelo Brasil Mais. O parceiro disponibilizará 1,1 mil Agentes Locais de Inovação (ALI) em parceria com o CNPq, que terão a função de acompanhar as empresas de forma individualizada, além de centenas de consultores que realizarão atendimentos especializados. As micros e pequenas empresas que optarem por esse eixo deverão ter receita bruta de até R$ 4,8 milhões.

Brasil Mais será dividido em etapas

A primeira etapa dessa jornada do programa Brasil Mais é a otimização. O objetivo é que as empresas atendidas consigam reduzir desperdícios, aumentar a produtividade e melhorar processos e custos. A partir da intervenção, espera-se que as empresas adotem uma gestão baseada em indicadores e, assim, melhorem seu posicionamento no mercado e aumentem suas vendas. Para isso, a iniciativa capacitará os clientes e fornecerá agentes locais de inovação que farão acompanhamento técnico e ajudarão os empreendedores na escolha de melhores práticas produtivas e gerenciais.

Batizada de transformação digital, a segunda etapa tem como objetivo o suporte às empresas, para aperfeiçoar processos produtivos e gerenciais a partir da adoção de tecnologias digitais adequadas à realidade dos empreendimentos. Por fim, para as empresas que tiverem maturidade avançada, o programa prevê uma terceira fase dedicada a acelerar a adoção de tecnologias de Indústria 4.0. Para essa última fase, em 2020, serão realizados projetos pilotos com o objetivo de testar a metodologia proposta.

Após a validação desse processo, o método será aplicado em um número maior de empresas. A iniciativa vai oferecer, além dos atendimentos e orientações, conteúdo digital composto por Manuais de Melhores Práticas Produtivas e Gerenciais, podcasts, e-books, acesso a links de cursos de capacitação e até ferramentas de autodiagnóstico, que auxiliam gestores a compreenderem a maturidade das empresas segundo um modo de produção, gerência e adoção de ferramentas digitais.

Programa acompanhará empresas por até seis meses

O Brasil Mais vai atender indústria, comércio e serviços. A parte dos atendimentos assistidos das empresas deve durar de três a seis meses. Os parceiros estratégicos custearão o programa junto com as empresas.

Na fase 1 do eixo de Melhores Práticas Produtivas, as empresas pagarão uma taxa de R$ 2,4 mil, que é o custo de 16 horas de consultoria individual. Na fase da digitalização, a contrapartida das empresas será de R$ 6 mil, correspondentes a 40 horas de consultorias oferecidas pelo Senai, acrescidos dos custos dos sensores e do sistema de monitoramento on-line, a ser definido.

No eixo de Melhores Práticas Gerenciais, o atendimento, prestado pelo Sebrae, terá como contrapartida das empresas cerca de R$ 1.200, podendo variar de acordo com o tipo de consultoria necessário para cada empresa. O objetivo é que, com a melhoria dos processos de gerenciamento e produção, as empresas atendidas recuperem o valor investido em poucos meses.

Resultados devem incluir melhorias na gestão, no planejamento e na liderança

O programa Brasil Mais será executado até dezembro de 2022. Os resultados do projeto e suas vantagens continuarão a produzir benefícios às empresas atendidas. Como legado do programa, espera-se que os empresários aprimorem sua visão sobre a liderança, a gestão e os processos produtivos de sua empresa, além de melhorar a capacidade de planejar nos curto e longo prazos, identificar oportunidades de investimentos e adotar uma cultura de melhoria contínua.

Texto: Agência CNI de Notícias
Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República e José Paulo Lacerda/CNI
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra