Três equipes de robótica do Sesi-DF se classificam para a etapa nacional da First Lego League Challenge
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- Última Atualização: Sexta, 14 Novembro 2025 13:33
Depois de dois dias de competição, foram revelados na tarde deste sábado, 8 de novembro, os vencedores da etapa do Distrito Federal do Torneio Sesi de Robótica First Lego League Challenge (FLLC), realizado no Sesi Taguatinga. Estudantes do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) conquistaram dez troféus na disputa, que reuniu 30 equipes escolares do DF e de Goiás.
O prêmio principal do torneio, o Champion’s Award, foi conquistado pela Albatroid (foto à esquerda), equipe do Sesi-DF que também garantiu uma das três vagas para a etapa nacional da disputa, em março do ano que vem, em São Paulo. “É uma sensação incrível! Nosso trabalho de tantos meses rendeu não só em uma área; conseguimos manter todas as áreas avaliadas em equilíbrio e conquistar o primeiro lugar”, comemora o estudante Matheus Gomes, de 15 anos, um dos cinco integrantes do time, formado por alunos do Ensino Fundamental do Sesi Taguatinga. “Nosso robô e nosso projeto hoje são os melhores que conseguimos construir, mas queremos que sejam ainda mais”, diz, ao explicar que agora vão aprimorá-los para a disputa nacional.
As outras duas vagas para o torneio nacional também são de equipes do Sesi-DF: Aion-X e Atomics, segunda e terceira finalistas, respectivamente, do prêmio principal do torneio (veja lista completa dos vencedores no fim do texto).
Nesta edição, 20 das 30 equipes eram de escolas públicas. Estreante, a Partenon (foto à direita), do Centro de Ensino Fundamental 1 do Paranoá, foi a grande vencedora da categoria Projeto de Inovação, em que os times são desafiados a identificar um problema real relacionado à temática da competição e apresentar uma solução. First Age é o grande tema da temporada 2025/2026, unindo o nome da organização estadunidense First, que promove as competições, e a palavra em inglês que se refere a eras arqueológicas.
O grupo de sete competidores da Partenon criou um dispositivo para monitoramento de sítios arqueológicos que funciona por meio de sensores. O aparelho emite som e faz fotos quando alguém se aproxima de materiais históricos. “A ideia é evitar casos de vandalismo e identificar aqueles que cometem esse crime. Temos de valorizar o nosso passado e a história dos povos, e o nosso projeto tem esse propósito”, explica Layla Saaid, de 13 anos, que está no 7° ano do Ensino Fundamental. Ela celebrou a conquista da equipe novata em torneios de robótica. “Dedicamos esforços a pesquisas para construir algo realmente relevante e usamos da criatividade de cada integrante para fazer dar certo. Estamos muito felizes em levar um prêmio para nossa escola.”
Presente na cerimônia de encerramento, a chefe da Diretoria de Educação Especial e Inclusiva da Secretaria de Educação do DF, Jane Carrijo, destacou a participação de 19 escolas da rede pública do DF no torneio. “É extraordinário ver a adesão de tantas escolas a uma iniciativa que valoriza a tecnologia como ferramenta de educação. O torneio abraçou a inclusão ao dar espaço para unidades escolares especiais — é assim que eliminamos barreiras e preconceitos”, defende. Competiram alunos de duas escolas de libras–português e de uma de altas habilidades.
Gerente executiva de Educação do Sesi-DF, Valéria Silva afirma que a robótica associada à educação potencializa o processo de ensino-aprendizagem. “Não há que se pensar em tecnologia de forma separada, e a robótica é uma forma lúdica e dinâmica de trabalhar o pensamento computacional, a programação e desenvolver a autonomia e o protagonismo do aluno”, argumenta, ao destacar que, na Rede Sesi-DF, a educação tecnológica faz parte da grade curricular.
Outras premiações
Além dos três troféus na categoria principal do torneio, Champion’s Award, a Rede Sesi-DF de Educação obteve premiações em mais cinco categorias.
No Desempenho do Robô, a Albatroid foi a vencedora, seguida da Lego Field, segunda finalista. A Lego Field também venceu a categoria Core Values (valores essenciais), em que os juízes observam se há trabalho em equipe, se os competidores exploram novas habilidades e ideias (descoberta), se aplicam o que aprenderam para melhorar o mundo (impacto) e se promovem a inclusão, a inovação e a diversão ao longo do processo.
Na categoria Design do Robô, a vencedora foi a Lego of Olympus e, no Desafio do Robô, a Aion-X.
Na categoria Técnico/Mentor Destaque, o vencedor foi o professor André Mota, da equipe Albatroid. Marcelo Miranda, da Lego Field, recebeu o troféu de segundo finalista da categoria.




